terça-feira, 13 de outubro de 2009

IMAGENS BIZARRAS

Vejam abaixo essa imagem enviada por Leticia Pereira, e procurem as 7 diferenças dessa foto.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

XIS
(Leticia Pereira)

Não saia com ele!
Uma bela manhã de quinta-feira. Eu pensava na vida me aquecendo no solzinho do campus da faculdade, enquanto meu ônibus não chegava. Comecei então a observar os meus companheiros matadores de aula: um cara de jaleco branco, com ar desesperado lendo um livro enorme “deve fazer medicina”, pensei (mas poderia ser qualquer coisa: farmácia, estética, fisioterapia, enfermagem, ou ele poderia simplesmente gostar de roupas brancas) e duas meninas que falavam alto, com aquele ar inconfundível, aquele que as mulheres fazem quando estão fofocando.

Não resisti. Tirei os fones do ouvido e comecei, sutilmente, a ouvir a conversa delas (não me julguem). A loira e a ruiva. Obviamente estavam falando de homens, roupas, homens, festas e homens. A ruiva então perguntou: e o *João? A loira então fez aquela cara de assassina, aquela que as mulheres fazem quando estão prestes a falar mal de alguém e bem na hora que foi responder... Um colega veio perguntar qual alternativa eu tinha marcado na questão numero 9 da prova de Filosofia. Depois de responder que eu não lembrava (mentira eu lembrava sim) voltei minha atenção as duas meninas e ouvi a loira dizendo: “Ah, desisti. Achei ele no não saia com ele.” Não saia com ele? A ruiva perguntou. É! O site, respondeu a loira.
Já era 11:15. Hora de voltar pra cidade. Levantei, limpei a bunda, peguei a bolsa e fui para o estacionamento, para a guerra diária por um bom lugar no ônibus (na janela e do lado que não bate sol). Durante a viagem inteira, as palavras da loira ecoaram na minha cabeça. Site? Não saia com ele?
Quando cheguei em casa “fui” no Google, e digitei as palavras mágicas: não saia com ele. Bingo! Lá estava. O site é fantástico (para as mulheres claro). São depoimentos mandados por garotas de todos os cantos do Brasil contando as experiências com caras que, de acordo com elas “não valem nada”. As histórias são diversas: caras com várias namoradas, que beijam mal, que são “ruins de cama”, que fedem, que bebem, que traem e todas essas qualidades juntas. E mais, as meninas mais ousadas (ou seria mais magoadas?) até mandam fotos, e o perfil do Orkut deles. O site é super bem organizado,com termos de uso, que “evita vocabulário jurídico desnecessário” (não é brincadeira), tem uma ferramenta de busca: dá pra digitar o nome do sujeito e ver se ele tem mesmo a ficha limpa. Afinal, se a polícia mantém um arquivo para busca de antecedentes criminais, porque nós não podemos consultar os antecedentes de nossos queridos antes de entrar numa roubada? Tem endereço para contato, e até um e-mail especial onde os “ofendidos” podem reclamar, ou se defender.
O que me decepcionou foi que a última postagem foi feita em 2008. Ou os caras mudaram e nós não temos mais do que reclamar, ou o site foi tirado do ar, pensei. Adivinhem a resposta? Descobri (no meu amigo Google) que o site foi proibido pela justiça do-não-sei-o-que-lá de fazer novas postagens. Com certeza uma menina saiu com um palhaço “influente” que acabou com a diversão de milhares de garotas.

*Os nomes foram modificados para preservar a identidade dos envolvidos.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

FERRONY

Hoje tem inicio a coluna do grande Jornalista Alessandro Ferrony. Ele que atualmente trabalha como coordenador municipal da juventude de Cachoeira do Sul/RS, e tem um grande papel na nossa cidade. Seja Bem vindo amigo Ferrony e parabenss pelo teu aniversario que é hoje.



FERRONY

(Alessandro Ferrony)

A vila dos apedeutas

Há muito, muito tempo atrás, havia uma pequena vila erguida às margens de um rio. Era uma vila simpática, seus moradores eram basicamente imigrantes e descendentes de povos europeus. Além das casas da vila existiam os campos, onde as pessoas semeavam alguns grãos. Plantavam para comer, basicamente. A tecnologia avançou e aos poucos aquela gente não se contentava somente com a subsistência baseada em sua produção agrícola.

Mercadores vindos de paragens distantes traziam as novidades e convenciam os habitantes da vila que o supérfluo era o necessário, cada vez que a visitavam.
Mas aquela prática mercantilista não acontecia só naquele lugar. A roda girou e as engrenagens de novos tempos fizeram com que aquilo se tornasse um padrão universal. Povos mais evoluídos conseguiam prosperar mais velozmente tendo como dínamo o comércio de sonhos, sensações e necessidades fugazes, quase sempre embaladas de forma compacta, geralmente em dose única.

Mas a vilinha banhada por aquele rio de águas calmas e caudalosas ainda demoraria um pouco mais do que o normal para estar a par de tudo o que era criado e usado na metrópole. Porém, aqueles que a visitavam, voltavam cantando em prosa e verso suas vantagens.
Justamente por isso alguns integrantes daquela quase tribo resolveram que era melhor levantar acampamento ou, ainda, dependendo da idade que tivessem, enviar sua prole em busca das atualizações disponíveis. A prática foi sendo repetida por muitas famílias durante décadas e décadas e, em dado momento, havia três vezes mais gente com raízes naquele lugar vivendo em outros rincões, e não mais lá.

Mas, mesmo essa gente vivendo sobre a terra que lhes pariu ou bem longe de sua manjedoura, uma coisa não mudava: a incapacidade de absorver conhecimentos, de aprender novas e boas lições, que pudessem aplicar onde quisessem, sem o egoísmo de querer represar conhecimento ou cultura. Não, nem isso. Quem dera aprendessem algo e não passassem adiante, seria dos males o menor. Aquela turba de famélicos intelectuais até tentava de alguma forma tomar ciência de várias coisas, mas simplesmente não conseguiam, por mais que tentassem.

Eles iam, eles vinham. Ficavam mais e menos tempo, tinham mais ou menos soldo. Alguns até conseguiam enganar seus pares e semelhantes, mas por pouco tempo. Mas nunca conseguiram de fato evoluir. Nem mesmo por osmose seria possível. Por mais que tentassem. Não conseguiam. Nada aprendiam. Por mais que tentassem. Nem mesmo se nascessem de novo, ou fossem reinventados. Por mais que tentassem.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

MISTO QUENTE

(Rogerio Mielke)

Estudando Tom Zé
Eu adoro a musica brasileira. Acho ela tão rica e tão cheia de tudo. O cheia de tudo que eu quero dizer, é essa mistura de ritmos, instrumentos, vozes, culturas e etc. Bom, e como falar nisso tudo sem citar o nome do grande Antônio José Santana Martins mais conhecido como Tom Zé.

Sim esse cara nasceu de uma familia "montada na grana" por causa de um bilhete de loteria premiado. Mesmo com essa situaçao financeira previlegiada ele nao deixou de cantar em prol dos que não tinham tanta sorte.
Esse grande compositor, cantor e arranjador participou do grande movimento contra a ditadura chamado de Tropicalismo nascido nos anos 60. No ano de 1968 tirou primeiro lugar no IV Festival da musica popular brasileira com a musica "São, São Paulo meu amor".

Após esses acontecimentos sua popularidade decaiu um pouco devido ao seu modo de arranjo, que era experimental, ele queria inovar. No final dos anos 80 ele foi descoberto pelo musico David Byrne,que tocava na famosa banda Talking Heads, e entao foi levado para os EUA, lá fazendo um sucesso estrondoso.
Nessa trajetoria cheia de altos e baixos ele lançou 19 discos , e esta com o seu ultimo trabalho lançado em 2008 chamado Estudando a Bossa.Esse disco é brilhante e mostra que Tom Zé esta na sua melhor forma.

Esse é um musico completo e original com uma discografia que vale a pena acompanhar. Essa é minha dica de hoje, ovindo Tom zé, voce vai ouvir muito mais que musica, voce vai ouvir poesia pura em forma de palavras e sons.

sábado, 3 de outubro de 2009



A VOZ DA GALERA

(Fernanda Fernandes)

Ano que vem abre oficialmente a temporada de caça. Aos eleitores.O ano de eleiçoes presidenciais está aí, batendo à nossa porta, e mal 2009 vai acabando, os partidos já se acotovelam para formar alianças, definir seus candidatos e formar estratégias. Mais uma temporada de falsas promessas, candidatos desmentindo boatos (muitos deles verdadeiros), oposição atacando situação, e, claro, muita, mas muita bizarrice mesmo.Isso tudo me faz refletir no caos que é a política brasileira atualmente.

Senadores que parecem ter sido coloados à super bonder na cadeira da presidência do senado, outros que depois de terem roubado a poupança de milhões de brasileiros e sumir por uns tempos pra esfriar a cabeça, aparecem milagrosamente eleitos. Há ainda os que possuem castelos gigantescos, dignos da realeza britânica, mas que por um conveniente problema de amnésia, "esquecem" de declarar tal propriedade no imposto de renda.Juro que tenho vergonha do meu país nessas horas.

Do que adianta sermos sede das olimpíadas de 2016, baseando-nos nas belezas naturais do país e na alegria do nosso povo, se ao mesmo tempo somos o país com a política mais corrupta do mundo?Semana passada foi entregue ao congresso uma abaixo-assinado com mais de um milhão de assinaturas, pedindo a aprovação da lei que impede que políticos em dívida com a justiça sejam eleitos. Levando-se em consideração que mais da metade de Brasília está envolvida com pequenas e grandes maracutaias, acho díficil que essa lei seja aprovada.
O que nos falta é atitude e coragem ( e talvez união também), para que possamos limpar nosso país dessa corja.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

REREVOLUÇÃO
(Matheus Tatsch)

Príncipes e reis do século 21
construindo e reconstruindo castelos
destruindo sonhos, um a um
e deixando um a um, com seus farelos.

Desmunidos atacam corações
corações, desprotegidos, atacam
e como quem pede doações
os pobres corações fracassam.

Outros catam milhos
já nele brilha o olho
o que contará aos seus filhos:

"disseram que soneguei
como são caolhos
fiz o certo: só neguei"

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A voz das Ideias

Pessoal hoje começa a coluna do, academico de publicidade e propaganda na Universidade Federal De Santa Maria( Ufsm), Joao Arthur Homrich. Seja Bem vindo Joao, e pessoal espero que gostem, porque ele é um grand escritor. Abraços a todos e fiquem com a Voz das Ideias


A VOZ DAS IDÉIAS

( João Arthur Homrich)


2012

Sabe, eu queria escrever algo atemporal, mas não vou conseguir. "O tempo é uma ilusão", como diria Stephen Hawkins e outros físicos, mas todos os seres humanos caem vertiginosamente nessa ilusão e são regidos por ela. O que pensar de uma raça que é governada por uma variável inexistente perante a complexidade minúscula da matéria de um átomo? Uma vez sendo humano, também tenho minhas ações pesadas na necessidade de tempo ou no assombro que a falta dele pode causar. Sendo assim, não vou fugir disso para escrever.

Portanto, vamos aos fatos temporais: hoje tenho 18 anos, estou na faculdade e tenho pouco tempo para acabar esse texto; em 2012, terei 21 anos e provavelmente estarei formado.Alguns "estudiosos" dizem: o mundo vai acabar no ano de 2012 (isso não é um fato, mas uma projeção), uma vez que há uma profecia Maia baseada em alguns cálculos astronômicos (literalmente!), os quais demonstram que a terra vai mudar de maneira assustadora o seu ângulo de rotação e tudo mais.

Ok, você já ouviu diversas profecias, entretanto dizem que agora é sério, do mesmo jeito que sempre disseram. E quanta ironia, não? Justamente quando vou estar formado, dizem que o mundo vai acabar e quase não vou poder usufruir dos benefícios oriundos de um diploma na mão. Incrivelmente, não estou preocupado com o fim do mundo. Verdade, não estou! Se o mundo tiver que acabar, pois acabe. Eu não vou poder fazer nada mesmo, infelizmente. Não sou o filho do Jaspion para salvar o planeta de todos os perigos e eu não posso sequer me preparar para o fim de tudo, uma vez que o "estar preparado" significa que você está pronto para as conseqüências de determinado fato.

Contudo, o fim não é um fato, é apenas um fim e não vai ter conseqüência alguma, exceto a de que mais nada vai existir depois disso. Sendo um pouco sartreano, a existência é algo tão gratuito e quando a própria "gratuidade da coisa" está ameaçada decidimos nos preparar pra isso? Que ridículo!Já passo algumas horas do meu dia me preocupando com as outras pessoas, tenho o direito de ser um pouco egoísta e alimentar outras preocupações: o que fazer se o mundo não acabar? Antes de me preparar para o fim do mundo, preciso estar preparado para o começo de um novo; preparado para usar o meu diploma da melhor maneira possível. Hoje tenho bons colegas de aula, trabalho e festas; não preciso dar muitas satisfações pra ninguém; sempre me sobram uns dois reais e umas duas horas para dividir uma cachaça com os amigos ou o refrigerante pós futebol. Será que ainda vou ter isso depois de estar formado, no tão fatídico ano de 2012? Não sei.

Eu sei que, assim como o tempo, o futuro costuma ser uma ilusão da qual é impossível estar 100% preparado. É bem melhor se preocupar com o presente e com o que estou fazendo da minha vida agora; com a minha formação, ao invés da minha formatura. Com isso, o preparo vem naturalmente. Se a vida e o mundo continuarem existindo, vou aprender a vencer os obstáculos e me acostumar com a ordem natural dos acontecimentos; se, em contrapartida, a existência, o universo e a minha própria graduação acabarem... bem, estando preocupado em montar uma boa trama, o final sempre vai ser feliz, em 2012 ou em qualquer ano.