segunda-feira, 30 de novembro de 2009

DIEGO ANDRADE

Hoje galera, tem inicio a coluna do Diogo Andrade. Ele tambem é blogueiro e pode ser encontrado no blog http://www.diegovandrade.blogspot.com/. Bem vindo Diogo.

DIEGO ANDRADE


Os caras despintadas


Quando falamos sobre a determinação e o esculpir da personalidade e alma de um certo indivíduo, caímos sobre as teorias Darwinianas que dizem que o ser é um reflexo do meio em que vive e, baseando o assunto nas relações sociais presenciadas na vida, podemos concluir que tal personalidade é parcialmente moldada com a presença e exemplo familiar.É um fato que cada geração difere-se da anterior no pensamento gerador (aquelas idéias e valores que movem sociedades inteiras), mas é de se esperar que, pelo menos, alguma parcela desse aspecto seja influenciada pelas antecedentes.
O que deveria nos assustar é que nada foi herdado aparentemente.Estando submetidos a uma mesma situação governamental vergonhosa, os jovens de hoje insistem em fechar os olhos para a realidade e anular lentamente tudo o que já foi obtido com o suor da batalha política de anos atrás.
Se não for a próxima geração que irá dominar e regir o país, não há quem lute pela sincera democracia brasileira.
Agradeço o pessoal do blog pela oportunidade de imagem e (é claro) os leitores e seus comentários.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009


REREVOLUÇÃO

(Matheus Tatsch)

No Japão nasce o dia

Uma multidão grita com euforia

Antes da repressão da minoria

Índia, outros lutam, vorazes

contra a mídia, com cartazes

Nossa, do que os cacetetes são capazes...

Alemanha, auf der Straße

oder in der Gasse

die Bullen sind die Rasse

Ajudantes no Sudão

contra irmãos que se matarão

gritos, repressão, podridão

Em Israel, da terra o dono

protesta sem adorno

atingido, morre de abandono

U.S, latas de spray obscuro

a pairar no muro

seu dono, corpo duro

Em casa, grito ao abrir a janela

e como a luz de uma vela

uma bala me escabela

Os protestos, mundiais

Os mortos, numerais

As repressões, radicais

e os gritos são iguais:

Do mesmo lema, todos correm atrás

"O mundo precisa de paz"

quarta-feira, 25 de novembro de 2009


FERRONY

(Alessandro Ferrony)


Universitário = universo otário

Meus queridos leitores, vocês já repararam como nos últimos tempos a palavra “universitário” vem sendo usada de forma pejorativa? Deve ser armação de algum grupo de influentes que se acham donos do poder, dos meios de divulgação e/ou de produção. Deve não, com certeza é.
Na verdade, não importa quem são os autores, o que incomoda é que ser ou ter sido universitário já não é mais sinal de status ou valorização profissional. Quem acompanha o noticiário nacional viu, por exemplo, o que os homens da capa preta fizeram com o diploma de jornalista. E vem mais desregulamentação por aí, em nome de uma suposta democratização. De araque, de araque...
Hoje em dia quando me perguntam sobre a minha profissão eu não digo mais que eu sou jornalista, até porque atualmente exerço esporadicamente e não vou ficar mentindo que faço tal coisa só porque tenho tal titulação. Digo por aí que sou webdesigner freelancer ou que trabalho com desenhos animados, dependendo da ocasião e da conveniência. Pega bem melhor e ainda ajuda a catar aquelas gordas de cabelo curto que usam óculos de armação robusta. Uma tara ocasional, que me perdoem os fetichistas. Mas voltando ao foco...
Agora até na música deram pra rotular as porcarias assim: primeiro surgiu o Falamansa e pimba... forró universitário! Em seguida, playboys usando camisas Ralph Lauren que se perfumam com Hugo Boss e fazem limpeza de pele cataram uns pandeiros e... tá lá, pagode universitário! E nos últimos tempos, pra completar a lambança, eis que surge uma horda de metrossexuais saídos da roça executando a mais nova fórmula para o sucesso: iniciam a carreira lançando DVDs gravados ao vivo em lugares que a gente nunca ouviu falar... eis o sertanejo universitário.
Ou seja, banalizaram aquilo que um dia foi sagrado: o termo universitário hoje em dia é isso, um xingamento. Com a profusão de instituições de ensino superior particulares oferecendo a maior variedade de cursos possível, alguns sem qualquer fundamento, objetivando somente engordar os cofres dos reitores, todo mundo virou universitário, até a música. E uma palavra que poderia sim ser aplicada no universo musical, mas como elogio, pra definir algo de vanguarda, diferenciado e de qualidade, serve só pra vender subprodutos da indústria fonográfica.
Desse jeito, é melhor ser um analfabeto do que um universitário!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009


XIS
(Leticia Pereira)

Tráfico consciente em Santa Cruz do Sul
“Vou parar de vender. Quem quiser continuar vendendo outra coisa (maconha ou cocaína) pode. Mas, crack, não.”
A venda de crack no Bairro Bom Jesus, em Santa Cruz, será proibida a partir de 10 de Dezembro. Opa! Mas, a venda de crack (como de outras drogas) não foi sempre proibida? Sim. É crime. Mas, dessa vez quem está proibindo não é a polícia, ou a constituição, ou a lei número sei-lá-o-que. São os próprios traficantes (traficantes não, eles gostam de ser chamados de vinculados ao tráfico).
O anúncio foi feito em uma reunião com a presidência da Associação de Moradores no dia 13 de Novembro. “A associação vinha realizando um trabalho de conscientização sobre os males do crack, junto às escolas. Talvez por isso, fomos convidados a participar”, comenta Clairtom Ferreira, presidente da associação.
Essa reunião foi a prova de que o crime organizado é sim, muito organizado. Abrindo as discussões, mães relataram o sofrimento que o crack causa aos seus filhos, depois o próprio presidente falou sobre a droga. “Temos crianças de nove anos usando esta droga, que talvez não cheguem aos 15 anos”.
Então o consumo de drogas acabou naquele bairro? Não. Apenas o crack será proibido, porque é uma droga “eficiente” de mais, os viciados nela não duram muito para consumir mais, o que não é lucrativo para o “comércio”. E os traficantes (opa!) os vinculados ao tráfico garantem que a fiscalização será dura. “Quem for pego consumindo, ou traficando será retaliado.”
E porque só em 10 de Dezembro? “Não podemos ter prejuízo. Temos pedra suficiente até o dia 10, depois não vamos mais comprar”. Então se liguem viciados, talvez role uma promoção de fim de estoque...

domingo, 22 de novembro de 2009



A VOZ DA GALERA


(Fernanda Fernandes)


Eles já não são mais os mesmos

É garotas, tenho a obrigação de informar: os salões de beleza já não são exclusividade nossa. Os homens estão cada vez mais vaidosos e já fazem coisas que antigamente eram o nosso monopólio.
Fiz essa constatação esses dias, quando um item essencial de maquiagem me faltou. Cheguei na farmácia e qual não foi a minha surpresa quando ouvi um cara discutindo com a sua namorada qual era a cera mais indicada para depilação. Fiquei olhando com ar de babaca para os dois, simplesmente não acreditando na surrealidade do que acabava de ouvir.Como assim depilação?? Tudo bem, confesso que sempre tive uma antipatia por homens com pelinhos no peito, e que isso era realmente motivo pra terminar com um cara. Ok, baita besteira, mas era inevitável olhar para aquele peito cabeludo sem soltar um sonoro “eca!”.
Moderninha de mais, me disse minha vó quando comentei o asssunto, enfatizando que homem de verdade tem sim, cabelo no peito, e arrematou: “Tu ainda vai gostar de alguém com pelo no peito”.Acreditem em mim, praga de avó pega.
O Pietro mudou minha vida em vários aspectos, inclusive neste. Ele tem cabelinhos no peito, e adivinhem, descobri que eu gosto! Depois do impacto inicial, comecei a achar charmoso, e fui obrigada a concordar com minha vó, homem com cabelo no peito fica mais másculo, sim.
Não tenho absolutamente nada contra os caras de peito lisinho, mas tenho tudo contra aqueles que eram peludinhos e agora são lisinhos.
Pra quê depilar? Homens, deixem este sofrimento para nós mulheres, nós que de sexo frágil não temos nada, e fiquem com seus pelinhos.
Eu acredito sim na igualdade entre homens e mulheres, e até defendo isso com unhas e dentes, mas existem certas coisas que só caem bem para um dos sexos (ou vocês acham bonito mulheres que bebem feito funil? Tenho certeza que não...).
Viva a igualdade entre os sexos, mas viva também as diferenças

sábado, 21 de novembro de 2009

EVENTO DA VEZ

Pra quem ainda não conhece, o Estação Brasil é um programa especializado em MPB que rola toda manhã de domingo a partir das dez horas na rádio comunitária de Cachoeira, a 104.9 Vida FM. A produção e apresentação estão a cargo do radialista Eliseu Machado, que também é assessor de imprensa da Prefeitura.Só que na edição deste domingo, 22/11, a coisa vai ser um pouquinho diferente. O nosso amigo e colunista do blog, Alessandro Ferrony, vai invadir o estúdio e provar que o rock e a MPB podem andar bem juntinhos, sim senhor. No set, raridades, obviedades e exclusividades de ambos os estilos. É “ouvir pra ver”.

Ficha técnica:Programa Estação Brasil – Especial Rock e MPB
Rádio Vida (104,9 FM) – Ou pela internet: http://www.diocesenet.com.br/
Próximo domingo, a partir das 10 da manhã
Apresentação: Eliseu Machado
Convidado especial: Alessandro Ferrony

sexta-feira, 20 de novembro de 2009


PIETRO

(Pietro Mello)

O Fim da Feira
Esses dias estava eu e alguns colegas conversando em frente à faculdade, o assunto em pauta era a 55ª Feira do Livro de Porto Alegre. Ao perguntar para uma das colegas se ela já havia ido à feira este ano, a resposta foi a seguinte "eu não sabia nem que tava tendo isso!!!". Pois bem, "isso" chegou ao fim neste domingo e com ele números desfavoráveis. Um balanço final mostrou uma queda de 16% nas vendas em relação ao ano passado. Juntei a fala de minha colega com o fato noticiado e concluí: as pessoas não querem saber de ler. Sei que minha conclusão é genérica e precipitada, mas ainda assim, há certa relação entra os fatos. Muitos atribuem o "fracasso" do evento ao bom tempo do feriado que levou a cidade inteira a se refrescar no litoral e ao mau tempo do segundo final de semana que obrigou os porto-alegrenses a ficarem em casa assistindo ao Caldeirão do Huck no sábado. Alguns acreditam que a divisão da feira em blocos e a falta de variedade nas bancas acabou desinteressando o público que ao visitar uma banca saía com a sensação de já ter visitado todas. Vai ver, foram mesmo os vampiros que afastaram o pessoal... É claro que todas as hipóteses são significativas para explicar o mau desempenho deste que é o evento mais importante e querido da cidade de Porto Alegre, mas mesmo assim eu volto à minha conclusão: as pessoas não querem saber de ler e, é este o não